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Ilustração em estilo gráfico: uma muda brotando de solo escuro, em vista de corte, em tons de verde musgo e verde salvia.
13ª Semana do Tempo Comum Cor litúrgica: verde 3 min de leitura

A justiça que abre espaço para Jesus hoje

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Leituras do dia

Primeira Leitura
Am 5,14-15.21-24
Salmo Responsorial
Sl 49(50),7.8-9.10-11.12-13.16bc-17 (R. 23b)
Evangelho
Mt 8,28-34

Texto completo das leituras no site oficial da CNBB.

Há dias em que cumprimos muitas tarefas, respondemos mensagens, resolvemos problemas e, ainda assim, percebemos uma inquietação por dentro. Podemos até rezar, participar da missa, fazer promessas e manter bons costumes, mas alguma relação ferida continua sem atenção, alguém próximo sofre uma injustiça, uma palavra dura permanece sem pedido de perdão. A vida exterior parece organizada, porém o coração sabe quando falta verdade.

As leituras de hoje colocam diante de nós uma pergunta exigente: que lugar a justiça ocupa em nossa fé? Por meio do profeta Amós, Deus não despreza o culto por si mesmo, mas rejeita uma religião que se contente com cantos, ofertas e assembleias enquanto deixa de lado o bem, a honestidade e a defesa do que é justo. O Senhor deseja que a justiça seja abundante como água, isto é, que ela não apareça apenas em ocasiões especiais, mas corra continuamente pelas decisões, palavras e atitudes de seu povo.

Essa é a única ideia que ilumina o dia: acolher verdadeiramente Jesus transforma a fé em vida justa. Não basta falar de Deus se usamos nossa posição para humilhar alguém, se fechamos os olhos à necessidade alheia ou se procuramos vantagens que prejudicam os outros. A oração autêntica não nos afasta das responsabilidades concretas; ela purifica nosso modo de trabalhar, educar os filhos, tratar os colegas, administrar o dinheiro e olhar para quem ficou à margem.

No Evangelho, Jesus chega a uma região marcada pelo medo. Dois homens violentos, dominados por forças que os isolavam entre os túmulos, impediam a passagem. A presença de Cristo revela e enfrenta aquilo que destruía a dignidade deles. Jesus não negocia com o mal nem se adapta à violência: Ele liberta. Mas, ao final, os habitantes da cidade pedem que Ele se retire. Talvez tenham ficado mais preocupados com as perdas e com a perturbação da rotina do que com a libertação daqueles homens.

Também nós podemos pedir, sem dizer claramente, que Jesus se afaste de certas áreas da nossa vida. Isso acontece quando sua Palavra questiona um hábito injusto que não queremos abandonar, uma indiferença que nos favorece ou uma reconciliação que adiamos. A presença de Jesus incomoda porque não confirma nossas acomodações. Ele vem devolver passagem onde o medo fechou caminhos e restabelecer a vida onde o mal parecia ter a última palavra.

Hoje, vale reconhecer com simplicidade: qual gesto concreto de justiça o Senhor espera de mim? Pode ser escutar alguém sem preconceito, reparar uma ofensa, agir com retidão em uma pequena negociação, defender quem não tem voz ou deixar de alimentar comentários que ferem. Que nossa oração não seja apenas som de palavras, mas abertura sincera para que Jesus entre, liberte e faça a justiça correr em nossa casa, em nosso trabalho e em nosso coração.

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