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Ilustração em estilo gráfico: uma oliveira madura com tronco retorcido, em tons de verde musgo e verde salvia.
14ª Semana do Tempo Comum Cor litúrgica: verde 3 min de leitura

É tempo de cultivar um coração que busca Deus

Ouvir a reflexão · 4 min

Leituras do dia

Primeira Leitura
Os 10,1-3.7-8.12
Salmo Responsorial
Sl 104(105),2-3.4-5.6-7 (R. 4b)
Evangelho
Mt 10,1-7

Texto completo das leituras no site oficial da CNBB.

Há dias em que a vida parece uma sequência de pendências: mensagens para responder, contas, trabalho, cuidados com a casa, preocupações com a família. Quando percebemos, passamos horas ocupados e, mesmo tendo feito muita coisa, permanece uma sensação de terra seca por dentro. Não falta atividade, mas pode faltar direção; não faltam vozes, mas talvez estejamos deixando de escutar a voz que realmente sustenta o coração.

A Palavra de hoje chega justamente a esse lugar interior. Por meio de Oséias, Deus fala de um povo que recebeu frutos e fertilidade, mas acabou dividindo o coração e colocando sua segurança em altares que não podiam salvar. Então vem um apelo cheio de esperança: semear a justiça, colher o amor e desbravar uma roça nova, porque é tempo de procurar o Senhor. O salmo reforça esse chamado, convidando-nos a buscar constantemente a face de Deus. No Evangelho, Jesus envia os Doze a começar pelas ovelhas perdidas da casa de Israel, anunciando que o Reino dos Céus está próximo.

A única grande tarefa que une essas palavras é esta: buscar o Senhor exige cultivar o coração e aproximar-se de quem está perto. Não se procura Deus apenas com pensamentos elevados ou momentos ocasionais de oração. Nós o buscamos quando deixamos que ele remexa a terra endurecida de nossas escolhas, revele os ídolos escondidos e nos ensine a semear justiça nas relações comuns. Um coração dividido pode até conservar aparência de fé, mas se enfraquece quando deposita sua confiança absoluta no dinheiro, no reconhecimento, no controle ou na própria opinião.

Desbravar uma roça nova é aceitar que Deus prepare em nós um espaço onde o amor possa crescer. Às vezes, isso começa com uma decisão simples: pedir perdão antes de justificar-se, ouvir com paciência alguém da família, abandonar uma palavra amarga, agir corretamente quando ninguém está vendo, reservar um tempo real para a oração. São sementes pequenas, mas carregam a força de uma colheita diferente. A justiça que Deus derrama não é frieza nem mera cobrança; ela se torna amor concreto, capaz de restaurar vínculos e devolver dignidade.

Jesus também nos impede de imaginar uma missão distante da vida real. Ele direciona os discípulos às ovelhas perdidas que já estavam ao redor deles. Há pessoas próximas que talvez tenham se afastado da esperança, da comunidade, da confiança em Deus ou até de si mesmas. Nem sempre precisarão de discursos longos. Muitas vezes, necessitam de uma presença fiel, de uma escuta sem julgamento, de uma palavra que recorde: o Reino está próximo, Deus não abandonou você.

Hoje, qual terra do seu coração precisa ser desbravada para que você procure o Senhor com mais verdade e leve seu amor a alguém que está perto?

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