Jesus coloca no centro a mão que precisa de cura
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Leituras do dia
- Primeira Leitura
- 1Cor 5,1-8
- Salmo Responsorial
- Sl 5,5-6.7.12 (R. 9a)
- Evangelho
- Lc 6,6-11
Texto completo das leituras no site oficial da CNBB.
Na sinagoga, o homem de mão seca talvez desejasse passar despercebido. Sua limitação estava ali, visível, enquanto os mestres da Lei observavam Jesus à procura de uma falha. Mas Jesus não deixa aquele homem escondido numa margem da sala. Ele lhe pede que se levante e fique no meio. Antes de curar sua mão, o Senhor o devolve ao centro da atenção, não como um problema a ser discutido, mas como uma pessoa cuja vida importa.
É fácil encontrar, no início de um dia de trabalho, ambientes em que as pessoas parecem ser avaliadas apenas por seus erros, atrasos, fraquezas ou resultados. Uma conversa pode transformar-se depressa em julgamento; uma dificuldade alheia pode virar comentário; uma falha real pode ser usada para diminuir alguém. Os fariseus conheciam a lei, mas olhavam para a dor daquele homem apenas como ocasião para acusar Jesus. Seu olhar não procurava o bem que podia ser feito, e sim o motivo para condenar.
Jesus faz uma pergunta que atravessa aquela cena e alcança nossas escolhas: é permitido fazer o bem ou deixar que uma vida se perca? Ele não relativiza o mal, nem chama de bom aquilo que fere. A primeira leitura também é firme ao dizer que o fermento velho da maldade e da perversidade não pode permanecer como se nada acontecesse. Contudo, a firmeza do Evangelho tem um destino diferente da condenação: ela deseja a cura, a verdade e a salvação. Cristo não protege uma aparência religiosa enquanto um homem continua ferido diante dele.
Há uma diferença profunda entre corrigir para se sentir superior e agir em favor da restauração. O orgulho se alimenta da falha do outro; a caridade sofre com ela e busca um caminho de verdade. Às vezes, esse caminho pede silêncio diante de um comentário injusto. Em outras ocasiões, pede a coragem de reconhecer um hábito nosso que já contaminou o coração, como o ressentimento, a mentira conveniente ou a indiferença. Um pouco de fermento pode levedar a massa toda; por isso, a sinceridade diante de Deus não deve ser adiada.
Jesus olha para todos e, depois, convida o homem: estende a tua mão. A mão que não conseguia agir recebe novamente força. Talvez hoje o Senhor também nos peça para estender o que escondemos: uma fragilidade, uma culpa, uma relação machucada, uma atitude que precisa mudar. Ele não nos chama ao centro para nos envergonhar, mas para nos libertar. Que mão, que gesto ou que verdade você pode entregar hoje a Jesus, confiando que seu olhar quer curar e não acusar?
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