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Ilustração em estilo gráfico: sementes espalhadas sobre terra arada, em tons de verde musgo e verde salvia.
24ª Semana do Tempo Comum Cor litúrgica: verde 3 min de leitura

A esperança que dá valor ao serviço escondido

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Leituras do dia

Primeira Leitura
1Cor 15,12-20
Salmo Responsorial
Sl 16(17)
Evangelho
Lc 8,1-3

Texto completo das leituras no site oficial da CNBB.

Você sabe o nome de alguém que trabalha perto de você e quase nunca aparece? Pode ser a pessoa que prepara o café, organiza documentos, limpa um corredor, atende uma ligação difícil ou resolve discretamente um problema antes que ele se torne maior. A rotina costuma destacar quem fala mais alto ou ocupa os lugares mais visíveis, mas é sustentada por muitos serviços silenciosos, realizados com constância.

No Evangelho, Jesus caminha pelas cidades anunciando o Reino, acompanhado pelos Doze e também por mulheres que haviam experimentado sua cura e o ajudavam com os bens que possuíam. Maria Madalena, Joana, Susana e tantas outras não são apresentadas como figurantes. Elas fazem parte do caminho de Jesus. Sua gratidão pela vida restaurada torna-se presença, partilha e serviço. O encontro com Cristo não as afasta da realidade; dá um novo destino ao que elas têm e ao que podem fazer.

São Paulo, por sua vez, afirma com firmeza que Cristo ressuscitou. Não se trata de um detalhe da fé, nem de uma consolação vaga para os momentos de despedida. A ressurreição muda o valor de toda a vida. Se Cristo venceu a morte, nossa esperança não termina no resultado imediato, no reconhecimento recebido ou na sensação de que tudo valeu a pena hoje. O bem vivido em união com ele não desaparece, ainda que pareça pequeno aos olhos dos outros.

Isso pode acompanhar o início deste dia de trabalho. Nem toda tarefa será agradável, nem toda dedicação será notada. Talvez você carregue uma responsabilidade que parece comum demais para ter importância, ou se pergunte se seu esforço realmente alcança alguém. A Páscoa de Cristo responde a essa inquietação: a vida não está fechada dentro do que é útil, visível ou passageiro. O Senhor ressuscitado acolhe aquilo que fazemos por amor e transforma até o serviço escondido em sinal do seu Reino.

As mulheres do Evangelho oferecem o que possuem porque foram alcançadas por Jesus. Também nós somos chamados a recordar de onde vem a força para servir. Não servimos para comprar o amor de Deus, mas porque já fomos recebidos por ele. Ao despertar, como canta o salmo, nossa verdadeira saciedade é a presença do Senhor. É dessa presença que pode nascer uma disponibilidade mais livre, menos dependente de aplausos e mais atenta às necessidades reais de quem está ao nosso lado.

Hoje, qual tarefa simples você pode entregar a Cristo, pedindo que ele a faça frutificar como expressão de esperança e amor?

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